Arquitetos

Carrilho da Graça

[Carrilho da Graça foi o vencedor da primeira edição do prémio italiano de arquitetura Leon Battista Alberti.]

Carrilho da Graça, é arquiteto e professor em Lisboa, tendo uma vasta obra que inclui grandes edifícios institucionais, bem como, intervenções em património histórico. O seu trabalho é internacionalmente reconhecido, tendo recebido importantes prémios a nível nacional e europeu.

Fotografia de capa: CV JLCG 

 

Bio

João Luís Carrilho da Graça, nasce em Portalegre, em 1952, onde vive até entrar para a faculdade. Licencia-se em arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1977.

No mesmo ano abre o seu próprio atelier. Os seus primeiros projetos são para o Alto-Alentejo. Contudo, é em Lisboa que tem obras de raiz de grande escala. Tem igualmente intervenções relevantes a nível de reabilitação do património histórico em vários pontos do país. Para além de Portugal, tem também obras em Madrid, Poitiers e Macau.

A sua arquitetura detém uma linguagem marcante e assumidamente contemporânea. Assim, usa formas geométricas puras e simples onde predomina a cor branca. Em muitas das suas obras, quer de grande escala quer de menor dimensão, denota-se uma característica comum: a leveza com que os volumes tocam no chão, quase como que se levitassem. Esta ilusão de suspensão é reforçada pela criação de uma fachada envidraçada a nível do piso térreo, em contraposição à quase ausência de fenestração da volumetria dos pisos superiores.

Em obras de grande escala como por exemplo o Pavilhão do Conhecimento da Expo 98, a Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e o Museu do Oriente, Carrilho da Graça faz a contraposição de duas volumetrias, uma assumidamente vertical e uma de grande horizontalidade. Há assim um jogo de equilíbrio geométrico.

Outra característica comum a muitas das suas obras é a presença de um pátio central, que faz parte da volumetria. Um jogo de cheio-vazio. Assim, procura-se criar um local de tranquilidade, protegido pela volumetria envolvente.

Nas intervenções de reabilitação do património edificado Carrilho da Graça procura preservar e valorizar o existente. O gesto apesar de contemporâneo é minimal não chocando com a preexistência.

Atividade docente

Paralelamente, Carrilho da Graça exerce atividade docente na Universidade Técnica de Lisboa, entre 1977 e 1992, bem como, na Universidade Autónoma de Lisboa, entre 2001 e 2010. Foi também professor na Universidade de Évora entre 2005 e 2013. Atualmente é professor catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa Foi igualmente professor convidado de algumas universidades europeias.

Principais Obras

Terminal de Cruzeiros de Lisboa, 2017

Carrilho da Graça - Terminal de Cruzeiros

Reabilitação do Convento de São Francisco em Coimbra, 2016

Convento de São Francisco - Carrilho da Graça

Data Center da Covilhã, 2013

Musealização arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge, 2010

Carrilho da Graça - Castelo S. Jorge

Ponte Pedonal sobre a Ribeira da Carpinteira, Covilhã, 2009

Ponte pedonal da Covilhã [ver projeto]

Museu do Oriente em Lisboa, 2008

Escola Superior de Música de Lisboa, 2008

Igreja de Santo António e Centro Paroquial, Portalegre, 2008

Igreja de Santo António Portalegre

Reconversão da antiga prisão em biblioteca municipal de Tavira, 2005

Ponte Pedonal sobre o Esteiro de São Pedro em Aveiro, 2002 

Ponte pedonal Aveiro

Pavilhão do Conhecimento dos Mares, Expo 98, Lisboa, 1998

Adaptação do Mosteiro de Flor de Rosa no Crato a pousada, 1995

Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, 1993

Piscina Municipal de Campo Maior, 1990

 

Prémios

  • 1992 –  Prémio AICA – Associação de Críticos de Arte
  • 1994 – Prémio Secil pelo edifício da Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa
  • 1998, 2008, 2010 – Prémio Valmor
  • 1999 – Prémio do Júri FAD pelo Pavilhão do Conhecimento dos Mares em Lisboa
  • 2008 – Prémio Pessoa
  • 2010 – Prémio Piranesi Prix de Rome pelo Núcleo Arqueológico do Castelo de São Jorge em Lisboa
  • 2018 – Prémio Leon Battista Alberti

Foi, também, várias vezes nomeado para o Prémio Mies van der Rohe (1990, 1992, 1994, 1996, 2009, 2011, 2013, 2015 e 2019)

 

1ª edição do Prémio Leon Battista Alberti

O prémio Leon Battista Alberti foi instituído pela Fundação Leon e pelo Município de Mântua, em Itália, em colaboração com a Faculdade de Arquitetura, Urbanismo, Engenharia e Construção do Politécnico de Milão. O prémio adotou então o nome do arquiteto e teórico de arte do Renascimento Alberti  (1404-1472).

Tem como objetivo distinguir anualmente “um arquiteto de renome internacional, cujo trabalho testemunhe o papel da arquitetura contemporânea na promoção do património histórico”.

Assim, na sua primeira edição, indicou, por unanimidade, João Luís Carrilho da Graça, “pelo mérito de estabelecer um diálogo de alto valor entre o antigo e o novo”.

+INFO

JLCG (site)


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Última atualização: 2019.02.06

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