Velódromo de Sangalhos

O Velódromo Nacional de Sangalhos é a maior pista coberta do país para a prática de ciclismo. Foi projetado pelo arquiteto Rui Rosmaninho e apresenta uma linguagem contemporânea de formas puras.

 

Localizado em Sangalhos, uma localidade historicamente ligada à pratica do ciclismo, o CAR – Centro de Alto Rendimento de Sangalhos – é um equipamento que pode acolher as modalidades de Ciclismo, Esgrima, Judo, Ginástica e Desportos Acrobáticos, bem como outro tipo de eventos. Foi inaugurado a 12 de setembro de 2009.

Dispõe de uma pista coberta, com 250m, para a modalidade de ciclismo, uma área central polivalente com 1100m2, para as outras práticas desportivas, bem como, zona de bancadas para mais de mil espetadores. Dada a conformação do espaço, ambos os espaços de prática desportiva podem ser usados em simultâneo. O velódromo integra ainda um centro de estágios para atletas.

O Velódromo de Sangalhos: arquitetura

O conjunto edificado assume uma linguagem contemporânea, sendo constituído por dois corpos principais: uma volumetria elíptica, que corresponde à pista para a prática de ciclismo indoor e ao recinto central polivalente; e um volume longílineo que corresponde ao centro de estágios. No ponto de charneira entre os dois corpos localiza-se a entrada.

A madeira constituiu um elemento dominante na conceção arquitectónica. Ela foi usada para revestir a pista de ciclismo, de planta eliptica, uma vez que este material garante melhores performances. Assim, sobre a estrutura foi colocado um revestimento de madeira LVL, proveniente da Finlandia, que garante solidez, resistência e reduzido atrito.

Foi igualmente usada na cobertura da nave uma estrutura de madeira lamelada com revestimento em aglomerado de madeira. Também o revestimento das paredes laterais da pista é em aglomerado de madeira.

Pelo exterior o volume eliptico é revestido a zinco, num sistema de junta agrafada. Os envidraçados foram pensados para não interferir com a prática desportiva, mas garantindo boa iluminação natural aos espaços.

No corpo do centro de alto rendimento o programa distribui-se por dois pisos, sendo o piso térreo ocupado pela zona de restauração e sala de conferências e no piso superior localizam-se os quartos para os atletas. Na cave situam-se as zonas de apoio à preparação e recuperação dos atletas.

 

Sobre o autor

Rui Rosmaninho nasce em Coimbra e licencia-se em arquitetura pela Universidade de Coimbra em 1997. Exerce funções como técnico da Câmara Municipal da Anadia, tendo um vasto curriculo na conceção arquitectónica de equipamentos públicos dos quais se destacam: o velódromo de Sangalhos, o complexo de piscinas de estarreja, a Biblioteca Municipal de Anadia, Centros Escolares e o Espaço Inovação da Mealhada.


Artigo original publicado em novembro de 2017 | Reescrito e republicado em setembro de 2019